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domingo, 28 de outubro de 2007

Nosso crescimento

Pode-se dizer que nada na vida tem explicação. Já pensou nisso?
Porque aquele amigo virou as costas logo no momento que você mais precisava? Porque as pessoas que mais amamos são aquelas a quem, muitas vezes, damos menos valor? E porque a gente só percebe isso quando sentimos a falta delas? Porque, na maioria das vezes, o ser humano tem que ser tão egoísta e cruel quando o que mais ensejamos é o carinho e o respeito? Porque fazemos tantas perguntas quando essas perguntas não saem da nossa cabeça?

As possíveis respostas pra todas elas nunca serão convincentes o bastante pra satisfazer nosso ego, e não digo ego no sentido mais usado da palavra. Refiro-me ao centro da consciência, aquela que é a soma dos pensamentos, sentimentos, idéias, lembranças e percepções.

Sendo o ego a parte mais superficial do indivíduo, pode ser ele modificado até se tornar consciente para comprovação da realidade, e a aceitação de parte das exigências procedentes dos impulsos de nossas atitudes. Aceitação esta, capaz de fazer verdade as respostas de todas àquelas perguntas.

Colocamos então, durante esse processo de aceitação, os motivos na frente dos fatos, para que eles possam parecer certos ou até mesmo necessários. O problema é quando tais fatos se tornam imorais diante de nossos princípios. Submetidos ao superego, serão sempre insatisfações insuportáveis, nos remetendo, outra vez, às tais perguntas inevitáveis, voltando novamente ao círculo vicioso que sempre tememos em reviver.

Mais uma vez nos deparamos com a dificuldade e com a desaprovação de nossos atos, fazendo novamente confusão em nossa consciência, e então diminuindo a capacidade de perceber as relações entre si e conseqüentemente entre o meio. Mas isso será também uma nova aprendizagem no processo de crescimento da alma e da mente. Ou então pra que viveríamos situações inerentes de nossas próprias escolhas?
(Criado em 18 de outubro de 2007)

Dança da vida

A vida nada mais é do que música. Música a qual não paramos de dançar, impondo nosso próprio ritmo, um ritmo desordenado e acelerado, o que faz parecer lento diante das situações inevitáveis da vida.

Na realidade nós corremos contra o tempo. Corremos para não chorar, para não esquecer, para não crescer, para não parar de dançar. Dançamos na ponta dos pés quando é de liberdade que precisamos, dançamos no escuro sentindo o gosto amargo do egoísmo ou até mesmo dançamos abaixados quando nos falta coragem, mas no fim sempre saberemos que ninguém nos acompanhará. Então muitos irão pensar que fraquejamos, e nós estaremos assim, radiantes! Felizes por mais uma música, por mais uma missão cumprida intensamente.

Quem vive a vida dessa forma não escolhe vivê-la assim, simplesmente somos assim e não adianta refutar. E escolhemos nosso próprio meio de executar, pois cada um tem sua maneira de dançar, conforme suas experiências. E sabemos disso, por mais que muitas vezes finjamos não saber, só pra continuarmos dançando conforme a música que não tivemos coragem de escolher.

No final a canção sempre será do mesmo jeito, e nós continuaremos mal compreendidas por aqueles que temem pela nossa falta de medo, e então quem dirá que é tarde demais pra continuar dançando?
(Criado em 28 de julho de 2007)

O que aprendi hoje?

Aprendi que dor e sofrimento são inevitáveis, mas não nos aproxima das outras pessoas.

Aprendi que ser generoso e bondoso com o próximo nos ajuda a dormir em paz.

Aprendi que o nosso maior sonho não se realizará se passarmos a vida toda só desejando e não lutarmos por ele.

Aprendi que amor e paixão são duas coisas totalmente diferentes, mas o dia que soubermos dividir os sentimentos, eles estarão sempre presentes.

Aprendi que de qualquer modo que tentarmos explicar o amor, as palavras nunca chegarão nem perto do que o sentimento significa.

Aprendi que as crianças sempre dizem o que sentem e os adultos preferem falar o que gostariam de sentir.

Aprendi que fazer as pases com o seu passado é a melhor maneira de alcançar os objetivos do futuro.

Aprendi que quanto mais tentarmos esquecer alguma coisa, mas isto se fará presente em nossa vida.

Aprendi que a vida é feita de pequenos momentos e cabe a nós mesmos transformá-los em únicos.

Aprendi que sempre damos mais valor aos sentimentos que nunca sentimos e aos momentos que nunca vivemos.

Aprendi que a pior solidão é estar rodeada de pessoas e mesmo assim sentir a falta que elas fazem.

Aprendi que quanto mais forte queremos parecer ser, mas fraco ficamos por dentro, e isso é inevitável.

Aprendi que a morte significa o ponto de partida para o início de algo novo.

Aprendi que o que o tempo leva o destino se encarrega de trazer de volta.

Aprendi que a vida coloca em nosso caminho muitas pessoas, mas cada uma delas tem o seu papel fundamental.

Aprendi que o silêncio é a melhor maneira de demonstrar compreensão.

Aprendi que os dias de tristeza e felicidade são lições necessárias e que deixam em nosso espírito as experiências acumuladas.

Aprendi que o ontem e o amanhã nunca estarão ao nosso alcance quanto o dia de hoje.

Aprendi que não devemos esperar nenhuma explicação da vida, afinal ela ultrapassa todo e qualquer entendimento.

Aprendi que especiais não são aqueles que melhor agem, e sim os que melhor conseguem atingir nosso sentimento.

Aprendi que egoísmo é desejar que um amigo fique ao nosso lado pela razão que precisamos que ele esteja.

Aprendi que a natureza é uma ótima companheira e ajuda a nos confortar, mais do que imaginamos.

Aprendi que a vida é uma sucessão de momentos para serem desfrutados, ela não existe apenas para sobrevivermos.

Aprendi que pessoas são como músicas, pois foram feitas para serem ouvidas, sentidas e interpretadas.

Aprendi que companheirismo é aceitar as pessoas como elas são.

Aprendi que o mais verdadeiro sentimento que podemos demonstrar a alguém é o perdão.

Aprendi que ninguém é tão sábio que nunca tenha errado e que ninguém é tão forte que nunca tenha chorado.

Aprendi que tudo é movido por amor e que a vida sem ele não tem sentido.
(Criado em 19 de janeiro de 2007)